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quarta-feira, 24 de abril de 2013

05. PARAPSICOLOGIA: DESENVOLVIMENTOS TEÓRICOS NO BRASIL.

PESQUISADO E POSTADO, PELO PROF. FÁBIO MOTTA (ÁRBITRO DE XADREZ).

REFERÊNCIA:
http://parapsicologia-rj.com.br/sarti/desenv_teoricos_brasil/desenolv_teoricos_br.htm

Parapsicologia RJ - Geraldo dos Santos Sarti
PARAPSICOLOGIA: DESENVOLVIMENTOS TEÓRICOS NO BRASIL

G. S. SARTI

São estatisticamente indistinguíveis a conexão acausal e o fenômeno Psi.

INTRODUÇÃO

Como pesquisador em Parapsicologia estou fazendo pesquisas psíquicas que possam relacionar endorfina, insight e fenômeno Psi, desde outubro de 2007.
Em fins de dezembro de 2007 surgiram, com três pessoas do meu relacionamento, um tipo de evento que se repetiu sete vezes em curto espaço de tempo: a conhecida “transmissão de pensamentos”. Saliento que ocorreram em locais e momentos diferentes e que as três pessoas não estavam próximas, não havendo comunicação entre elas sobre os conteúdos das “transmissões”; deram-se quase instantaneamente e de tal forma que não foram aparentemente percebidos por mim e por elas, a não ser pelo seu significado. Algumas vezes estavam distantes demais. Bem, poderiam ter ocorrido as “trilhas psíquicas”, dos parapsicólogos Valter da Rosa Borges e Ivo Cyro Caruso, expressão designativa de uma repetição inconsciente de hábitos comuns às pessoas que convivem. Poderia também ter ocorrido uma hiperestesia indireta do pensamento, isto é, hipótese da emissão de som de baixa freqüência devida a meu próprio estado de alerta, quimicamente reestruturado pela própria pesquisa que vinha sendo feita (com retirada da pimozida). Em qualquer uma das duas hipóteses, alguns sinais de pouca intensidade, fossem eles visuais ou sonoros, teriam sido captados subliminarmente. Nós podemos imaginar que se tais sinais fossem tão fracos que se aproximassem de zero ou mesmo que não existissem materialmente teríamos aí um fenômeno de difícil explicação pela lógica: telepatia.

PARAPSICOLOGIA - LINHAS GERAIS

Psicanálise

Freud tentou no seu projeto (de uma psicologia para neurologistas), uma passagem da neurologia para a psicologia, terminando por erigir o termos  Inconsciente (substantivo) como fundamento básico da conduta psíquica do ser humano. Com isso, surgiu a psicanálise com muitos adeptos mas seus resultados práticos são altamente duvidosos. As sessões psicanalíticas demoram tanto que Lacan, um prócer no assunto, a qualificou de intermináveis, além de pouco acessíveis ao bolso dos analisandos. Por estes e outros motivos a psicanálise não foi operacionalizada materialmente, sendo apenas objeto de especulação. Seu âmbito é individual. No Brasil há centenas de psicanalistas.

Psicologia Analítica (Profunda)

Logo em seguida ao desenvolvimento de Freud, Jung, seu discípulo, encontrou nos sonhos, na mitologia e na prática clínica, um inconsciente coletivo, uma generalização do inconsciente freudiano, e desenvolveu a Psicologia Analítica ou Profunda, uma derivação ampla da Psicanálise, com conceitos próprios e inovadores. Sua psicologia usou os arquétipos do inconsciente coletivo e não teve outra solução senão desembocar sua psicologia arquetipal (profunda) no estudo das coincidências significativas, criando o conceito de sincronicidade e utilizando-se também das verificações e legislações anteriores de Kammerer sobre coincidências com ou sem importância. Jung criou as “formas psicóideas”, para nomear o mistério que cercava sua Teoria da Sincronicidade, fato que ele mesmo assumiu (Mysterium Tremendum). Tentou formalizar a sincronicidade através de um gráfico, com a ajuda do físico Pauli. O gráfico não poderia ser operacionalizado concretamente e a Psicologia Analítica ainda é um mistério, bem como sua conseqüência natural, a tese da sincronicidade, usada para explicar as conexões sem causa existentes, no universo psíquico. A teoria da Sincronicidade é geral tanto quanto o inconsciente coletivo, ao contrário do inconsciente psicanalítico individual.
No Brasil, Carlos Byington, após a morte de Nise da Silveira, é a proeminência nos assuntos junguianos. 

Psicologia Transpessoal

Criada por Tart (1960) pode ser derivada da Psicologia Profunda ou Analítica de Jung; estuda os relatos dos indivíduos em estados alterados de consciência e suas reações neurológicas.
Procura uma forma de sistematização comparativa dos estados transindividuais dos sujeitos sob experimentação (ou em estados ampliados de consciência) validando sobremaneira a Parapsicologia no que tange aos processos psiconeurológicos dos sujeitos. Sua aplicação envolve riscos pois atua em instâncias da mente humana ainda não tocadas, durante os estados culminantes que vão desde a privação sensorial à alucinação. É um substrato valioso para o estudo parapsicológico experimental embora sua proposição final não seja a concretização física e material da parapsicologia. No Brasil, atualmente (não esquecendo outros pesquisadores) Sônia Regina Britto Pereira do Grupo Zênite é a mais notável conhecedora, agregando – a explicitamente à Psicologia Profunda e à Parapsicologia.

Espiritismo

Criado por Kardec (por volta de 1939) e no Brasil, do domínio público, oscilando entre a religião e o fenômeno mas, até então impossibilitado de ser utilizado materialmente, apesar dos fenômenos mediúnicos serem vários e repetidos, principalmente no Brasil. Seus sucedâneos e similares seguem o mesmo rumo.

Parapsicologia

Rhine é o pai da parapsicologia (1944). Ele dividiu os fenômenos Psi em duas categorias: os de percepção extra-sensorial (mente-mente e mente-matéria) e os de psicocinese (mente-matéria, mente-cérebro). Os primeiros envolviam a informação e o segundo, a energia. Excluindo os sinais fracos, as trilhas psíquicas e as possíveis hiperestesias, assim como outros elementos que pudessem tornar inválidas as pesquisas puras, tentou comprovar estatisticamente que o fenômeno parapsicológico existia e poderia ser identificado, e que estava centrado nos sujeitos Psi, os paranormais, hoje chamados agentes Psi confiáveis.
Sua finalidade, portanto, não era a de estabelecer uma teoria formal que pudesse ser operacionalizada materialmente. Seus experimentos, apesar de relegados pela oficialidade científica, não sofrem críticas quanto aos métodos e resultados, a não ser de natureza emocional já que os fenômenos Psi parecem violar qualquer lógica físico-matemática aceitável.

TEORIAS PARAPSICOLÓGICAS NO BRASIL

No Brasil atualmente o Instituto Pernambucano de Pesquisas Psicobiofísicas é a instituição que domina a maioria das investigações parapsicológicas.
MGP (Modelo Geral da Parapsicologia)
Ivo Cyro Caruso e Valter da Rosa Borges, ambos do IPPP, fizeram o MGP, Modelo Geral da Parapsicologia, utilizando procedimentos metodológicos que podem proporcionar um substancioso enriquecimento da pesquisa.
Não tiveram seus autores a preocupação de formalizar uma teoria explicativa dos fenômenos, mas sim, com finalidade essencialmente epistemológica. É pois matemática e abstrata e adstrita ao fenômeno.

Teoria Psicofísica (Psicons)

Psicons, termo, creio eu, criado por Whately Carington, seriam partículas mentais.
O termo, e sua propriedade, foi aproveitada em 1980 no meu primeiro livro e Posteriormente formalizei uma teoria corpúsculo-ondulatória que fosse ao mesmo tempo lógica e que pudesse ser entendida e utilizada do ponto de vista prático, ou para geração limpa de energia ou para transmissão imediata da comunicação entre os seres humanos. Cientistas indianos tentaram transmitir, durante o desenvolvimento da teoria psicônica, sinais mais velozes que a luz mas sua tentativa foi infrutífera. Outros cientistas americanos e italianos propuseram, também durante a elaboração da teoria, os táquions, mais velozes que a luz (supralumínicos), entidades reais que poderiam interagir fisicamente com a matéria mas que ainda não foram detectados, o que era proposto por seus idealizadores (Feinberg e Goldoni).O fato é que a TEORIA PSICOFÍSICA dos PSICONS observa que metade do universo espaço-temporal é imaginário e ultrapassa a velocidade da luz.
Essa metade do universo é chamada Spacelike e quase não é aventada pelos físicos, pois a matéria nela contida seria imaginário-matemática (teoria matemática complexa).  E, por princípio, violaria o postulado de Einstein de que a matéria não pode mover-se além da velocidade da luz (velocidade máxima entre causa e efeito).
Os matemáticos desenvolveram a matemática das funções complexas, onde sua imaginação científica acaba tornando-se ininteligível para a grande maioria dos mortais, como eu, embora aproveitamentos indiretos, muitos poucos, possam servir à Física. Espero que também à Parapsicologia.
Os Psicons, ao contrário das citadas tentativas infrutíferas indianas, da possibilidade de táquions reais e da Física em geral, são diretamente obtidos das equações de Lorentz-Einstein e verificadas na prática antes por Michelson e Morley e posteriormente por vários outros físicos experimentais. Os Psicons têm a mesma expressão mássica da relatividade, só que imaginário-matemática e supra-luminica (Essas duas condições são qualitativamente compensatórias entre si).  Os Psicons podem aparecer nas “transmissões de pensamento”. (Telepatias) relatadas no início ou nos experimentos de Rhine verdadeiras coincidências de alta significância estatística ou com Jung e sua sincronicidade de puro significado e sem causa física (unicidade).
Os Psicons também violam a lei de causa e efeito, mas são formalmente lógicas, trafegam e conduzem-se sem qualquer sinal de causa que esteja associado a uma partícula real e preenchem a metade desprezada do Universo (parte mental do Universo). (Vácuo) Esta formalização inicial e seus desenvolvimentos permitiriam gerar energia do pensamento, completamente limpa, a custo zero e possibilitaria verdadeira transformação nas comunicações (sinais mais rápidos que a luz), além de nos ajudar a entender as relações (link) mente-cérebro, mente-mente e mente-matéria. Parece-me que toda Sociedade Humana será beneficiada caso os psicons puderem ser aproveitados pelos cientistas de outras áreas. Mas eles terão que aceitar a Parapsicologia de uma ou de outra forma.
Porém, se apenas entendida ou aceita a Teoria Psicofísica dos Psicons, com a Parapsicologia, poderá abrir ainda assim perspectivas e compreensões completamente revolucionárias nas relações entre os indivíduos, as sociedades e os povos.

Domínio Informacional (DI):

Em síntese, Horta Santos, seu idealizador na ABRAP, divide o universo em energia e informação. Sua teoria está referenciada na Bibliografia (1998) desta comunicação e pode ser palidamente resumida em algumas partes principais que consegui extrair:
●         Nos capítulos anteriores tentei esboçar a concepção de uma informação universal não associada a qualquer substrato material e presente, na sua totalidade, em todos os pontos do real físico.
●         Nessa concepção, essa informação seria holográfica em relação ao espaço e também ao tempo.
●         Reconheço, é claro, que admitir essa idéia pode ser de grande dificuldade para as nossas mentes moldadas pelos conceitos de espaço, tempo e matéria impostos pelas ilusões sensoriais e consolidados pela ciência dos séculos XVI a XIX.
●         O que se está propondo é que não só a matéria (aproximadamente localizada), como também a informação (não localizada) provêm de uma mesma fonte não substancial e, por si mesma, extra dimensional.
●         Poderá ter ficado a impressão, nos últimos capítulos desse livro, que conferi aos fatos paranormais um relevo que eles não mereciam em face da sua pequena inserção em nossa vida normal, de todos os dias. Mas o realce que foi dado a esses eventos, relativamente raros, resulta da sua enorme potencialidade como caminhos de prospecção para se chegar a um conceito muito mais vasto das relações do Homem com o mundo e a uma teoria mais abrangente sobre a natureza da alma e da matéria.
●         Mas, de modo nenhum, excluo as enormes potencialidades práticas que podem advir de um conhecimento mais elaborado das interações parapsicológicas e do seu controle. As curas psíquicas em larga escala, a clarividência com finalidades de pesquisa e de prospecção de informações escondidas às remotas, o regresso à comunicação telepática – tão comum nas sociedades primitivas – os contatos taquiônicos com inteligências extraterrestres e, até quem sabe, o salto, por teleportação, até locais remotos do Universo são algumas das muitas possibilidades abertas. Muitos outros milagres serão possíveis.
●         Parece-me muito fértil a possibilidade explanatória da hipótese, que proponho, do link informacional-quântico no que se refere aos eventos psicocinéticos.
●         Deve-se entender que a informação de que se está falando não é a mesma coisa que o conhecimento consciente que se adquire quando os pais nos ensinam a falar, quando se lê jornal, quando se vê televisão ou quando se segue um curso de Engenharia, de Literatura ou de Dança. Isso é só uma parcela infinitesimal da informação total. Acima do conhecimento, em grande parte simbólico e sintático, da superfície psicológica de cada indivíduo, aparece o conjunto de todo o conhecimento humano acumulado ao longo das eras.
●         A consciência, a mente humana, é feita de processos inseparáveis desta teia global. Somente barreiras psicológicas, transitórias e mutáveis a separam da totalidade informacional.
Apenas essas fronteiras permeáveis-filtros psicológicos ró e fi, anteriormente citados lhe conferem individualidade e sintonia com o real material e local. Mas a permeabilidade das fronteiras simbólicas do ego aumenta em certos estados alterados de consciência e o acesso imediato à informação, holística e não-local, pode ser então muito vasto.
●         Assim, a informação necessária, no colapso da função de onda, para a escolha de estados extremamente pouco prováveis pode ser acessível  às mentes (individuais ou coletivas), por mais tremendamente vasta que seja essa informação. Isso torna possíveis não só os eventos paranormais correntes, com probabilidades de estado desmesuradamente infinitesimais, com os acontecimentos designados, ao longo da história, como sobrenaturais ou milagrosos.
●         A maioria das idéias novas que apresentei neste livro são originais e nasceram, inicialmente, em meditações solitárias nos cafés de Lisboa. Refinaram-se mais tarde, no Brasil, em discussões e debates com os meus amigos e camaradas da Associação Brasileira de Parapsicologia, em especial com Geraldo Sarti, com o casal Mario Amaral e Glória Lintz e também em palestras e congressos.
●         Ao longo de todos esses anos fui tendo conhecimento de novas idéias na Física e na Psicologia e verifiquei com grande satisfação que, as mais avançadas convergiam, de um modo muito claro, com os conceitos que eu vinha tentando expor. Em vez de me sentir um pregador no deserto, soube assim que há um movimento de grande magnitude no sentido da eclosão geral de um novo paradigma que irá remodelar o pensamento humano e transfigurar a estrutura da civilização. Foi bom sentir-me acompanhado.
●         Pribram, por exemplo, propõe que se adote a idéia de ordem implicada (na expressão do físico David Bohm), em vez do conceito, tão profundamente enraizado no espírito humano, de causalidade (6). Esta ordem implicada corresponderia à relação junguina de sincronicidade que reflete as correlações universais, independentes do espaço – tempo, entre os domínios – mental e material.
●         Outros físicos de renome, em livros e trabalhos publicados, vêm corajosamente propondo hipóteses pouco convencionais; David Bohm é um deles (7). segundo Bohm, a matéria é capaz de reagir, tal como a consciência, aos significados semânticos do pensamento e da palavra. Nesta influência residiria o elo, o link, entre as faces material e subjetiva do real, entre a consciência e as coisas. Este é, precisamente, o tema de grande parte do que escrevi sobre as psicocinésias, muito antes de conhecer as idéias de Bohm.
●         No Brasil, além das idéias que venho desenvolvendo e das hipóteses de Geraldo Sarti, muito convergentes com as minhas, também merecem ser citados os trabalhos de Gilberto Guarino.
●         Chegamos a um ponto em que, como diz Guarino (Clarividência, Precognição, Espaço – Tempo e Domínio Informacional Omnijacente, III Congresso
      Nacional de Parapsicologia e Psicotrônica, Rio de janeiro, Julho de 1982): “... o paranormal é o único caminho aberto à ciência e, mais, (...) os cientistas, quer queiram ou não, irão ter com ele, pois esta parece ser a raiz de tudo o que é.

BIBLIOGRAFIA

Sarti Geraldo dos Santos – Parapsicologia e Psicofísica – WZ – 1980.
Borges, Valter da Rosa e Caruso, Ivo Cyro – Parapsicologia – Um Novo Modelo IPPP – 1986.
Sarti, Geraldo dos Santos – Tópicos Avançados em Parapsicologia – EGUSA – 1987.
Sarti, Geraldo dos Santos – PSICONS – ABRAP – 1991.
Borges, Valter da Rosa – Manual de Parapsicologia – IPPP – 1992.
Filgueira, Ronaldo Dantas Lins – Curas por Meios Paranormais – IPPP/ASPEP – 1995.
Santos, JJ. Horta – O Tempo e a Mente – Nova Era – 1998.
Caruso, Ivo Cyro – A Parapsicologia e seus Problemas – IPPP – 2002.

O leitor interessado poderá consultar ainda os sites http://www.parapsicologia.org.br/ www.valterdarosaborges.pro.br  ou o telefone (21) 2539-6840 de Geraldo Sarti.
 

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